Você conhece o artesanato sustentável da Amazônia?

O Artesanato sustentável da Amazônia nasce com a criação de colares, brincos, pulseiras e adornos para a cabeça e para os  pés.
Eles são feitos com as  sementes da Amazônia pelas mãos das  mulheres indígenas da etnia Sateré-Mawé .

Elas coletam aquilo que a natureza solta.

Mantem as árvores intactas.

Deixam bem claro aos compradores que não são fabricantes e nem  interesse tem em se tornarem.

Por isso as peças são únicas, originais e feitas sob encomenda.

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Artesã Indígena Suelen Vilacio. Foto de Alberto César Araújo – Adornos do Artesanato sustentável da Amazônia.

Para a etnia Sateré-Mawé , o artesanato é parte da cultura.

Elas são dos  povos originários da região do baixo rio Amazonas e inventores da cultura do guaraná. Foi esse fruto amazônico que deu origem à bebida, hoje conhecida  mundialmente.

Significado do nome da tribo Sateré-Mawé

O nome Sateré Mawé significa: “lagarta de fogo” (Sateré) e “papagaio falante” (Mawé) pertencente ao tronco linguístico Tupi.

Cerca de 20 mulheres são coletoras de sementes e vivem nas comunidades da terra indígena Andirá-Maraú – 369 quilômetros de Manaus.

30 mulheres indígenas  comercializam os colares, brincos e os adornos.

São sementes como  o puca, o morototó, o açaí, a jarina (marfim vegetal), o tento, o caramuri, o tucumã e o muru-muru que embelezam o artesanato e grande parte da produção da biojoia que é vendida no exterior.

O artesanato sustentável da Amazônia

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Semetes coloridas do Açaí – Artesanato Sustentável da Amazônia com as sementes coloridas do Açaí.

A comunidade Sateré-Maué

Segundo a Coordenação Regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), 15 mil indígenas da etnia dos Sateré-Mawé vivem no Amazonas.

Destes quinze mil, 13.350 indígenas  vivem  em Andirá-Maraú que fica entre os estados do Amazonas e Pará. Ambos estados banhadas pelos rios Andirá e Tapajós, afluentes do rio Amazonas.

O restante se deslocou para as cidades amazonenses: Maués, Parintins, Barreirinha e Manaus.

Migração da etnia Sateré-Mawé

A partir de 1970, motivados por oportunidades de emprego, por aprendizagem do ensino público e tratamento de saúde , muitas famílias migraram de suas terras para os centros urbanos de Manaus.

Hoje, vivem na capital amazonense cerca de 1.500 indígenas da etnia.

Geração de renda para as mulheres Sateré-Mawé

Na década de 70 o boom da Zona Franca de Manaus impulsionou as vendas de artesanato com as sementes da Amazônia onde circulavam visitantes de vários estados do Brasil.

As peças confeccionadas manualmente com as sementes da Amazônia eram, e ainda são,  vendidas em feiras populares e de artesanato, eventos em escolas e universidades  nas ruas da cidade.

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Artesanato Sustentável da Amazônia – Colar de Jarina.

Atualmente, 50 mulheres indígenas trabalham com o artesanato sustentável de onde tiram uma  renda média mensal que varia de R$ 70 a R$ 300.

Elas trabalham no espaço onde funciona a loja Kakury Arte, que fica no bairro Compensa 2, na zona oeste de Manaus.

Para as mulheres indígenas, o trabalho com as sementes da Amazônia  é uma forma de manter viva a cultura da etnia Sateré Mawué.

 

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Artesanato Sustentável da Amazônia

O artesanato sustentável da Amazônia é comercializado na loja Kakury Arte funciona na Rua São Marçal, no. 288 – Bairro Compensa 2, zona oeste de Manaus-AM.

Para quem quer mais informações: (92) 9 9215 – 7853(92) 99174 – 9211

Fonte:

http://amazoniareal.com.br/

Fotos:Alberto César Araújo/Amreal

 

Vamos ficando por aqui esperando ter transmitido informações que ajudarão a conhecer melhor o artesanato sustentável da Amazônia.

Para nós da AmazôniaNutri  é importante contribuir para uma sociedade mais solidária, sustentável  e empreendedora.

 

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