Priprioca: o óleo cheiroso da Amazônia é fruto de uma lenda.

Priprioca é uma raiz de onde  sai  um óleo com uma fragância inigualável. O oléo cheiroso da Amazônia . O nome Priprioca vem de uma lenda, mas poucos sabem.

A maior floresta tropical do mundo ainda surpreende cientistas e pesquisadores quando se deparam com tamanha riqueza de biodiversidade.

Se não acreditam na Teoria Creacionista, tampouco podem subestimá-la!

Diante desse cenário, porque não acreditar nas lendas originárias dos povos indígenas que preferem ser chamados de primeiros povos?

Bora conferir a lenda da Priprioca: o óleo que tem o cheiro cheiroso da Amazônia?

Nada como uma boa História ou Estória. As you like it!

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Pintura do índio Piripiri

Lenda da Priprioca

Há muito tempo, numa aldeia da região do Rio Amazonas, havia um índio chamado Piripiri.

Era um índio lindo, misterioso, que exalava um perfume tão suave que as moças da aldeia ficavam inebriadas de paixão.

Elas sempre o perseguiam e tentavam agarrá-lo, mas ele se transformava em uma nuvem de fumaça e desaparecia.

Desesperadas de paixão, procuraram o pajé Supi para saber como prender Piripiri, e ele lhes mandou prender o índio com seus cabelos.

Naquela mesma noite, enquanto Piripiri dormia, elas amarraram os pés do índio com seus cabelos e adormeceram ao seu lado.

Ao acordarem, Piripiri havia desaparecido, e em seu lugar restava uma planta que tinha o mesmo perfume que ele.

O pajé contou a elas então que Piripiri havia subido aos céus e se transformado em Arapari, a constelação do Cruzeiro do Sul.

A partir de então, as moças da tribo passaram a se banhar e a lavar os cabelos com uma infusão daquela planta que havia surgido no leito de Piripiri, e assim conquistar os homens da aldeia.

Essa planta se chama priprioca, que vem de piripirioca, ou seja, a casa de Piripiri (lenda dos índios manaus, registrada por Brandão de Amorim em 1926, a partir do original tupi)

 

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Da raíz da Priprioca sai o óleo cheiroso da Amazônia

Cultivo e comercialização da Priprioca

O cultivo, a comercialização e a uso da priprioca pelas empresas de perfumaria remonta há mais de 30 anos.

Há muito mais tempo atrás a Priprioca já existia como o principal ingrediente dos encantados banhos de cheiro usados pelos paraenses nas festas de São João e nas comemorações de final de ano.

Com o tempo, a utilização dessa raíz tornou-se importante fonte de renda para famílias de produtores rurais e feirantes do estado do Pará, como os que trabalham no mercado do Ver-O-Peso, em Belém.

Hoje, com o avanço da indústria de comésticos e fármacos,  a Priprioca é muito importante para o sustento dos caboclos da Ilha de Cotijuba, distrito de Belém, e dos municípios paraenses de Santo Antônio do Tauá e Acará

Quem quiser usufruir do cheiro bom dessa planta aromática sem onerar o bolso, pode procurar o mercado do Ver-O-Peso, cartão postal de Belém, ou lojas de produtos regionais, onde sachês – pequenos envelopes de papel que trazem o tubérculo da priprioca em forma de pó – são vendidos a preços que podem variar entre R$ 2 ou R$ 3.

A raíz que vale ouro

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Da raiz  da Priprioca  faz o óleo cheiroso da Amazônia

E é embaixo da terra que se desenvolve a parte mais cobiçada da priprioca: os tubérculos.

Apresentam  estruturas subterrâneas com  aroma agradável que chama a atenção não só da população paraense e da ciência, mas também de grandes empresas de cosméticos, como a Natura.

Atualmente, a cobiça da indústria nacional de fragrâncias pela priprioca existe em função do óleo essencial desse vegetal, extraído, principalmente, do tubérculo.

O óleo apresenta qualidade olfativa excelente e também é usado para a fixação de  perfumes.

Origem da Priprioca

PRIPRIOCA ou  PIRIPIRIOCA (Cyperus articulatus) é uma erva da família ciperácea,  natural da Amazônia.

É um dos perfumes tradicionais da região amazônica , seu óleo essencial tem cor avermelhada e é bastante valorizado na indústria farmacêutica e cosmética.

Parente do junco e do papiro, suas raízes liberam uma fragrância leve, amadeirada e picante com notas florais.

Composição e utilização da Priprioca

Suas fibras e rizomas são utilizados no artesanato, pois além do perfume exuberante, os produtos são resistentes ao mofo. Isto pode estar relacionado às propriedades antifúngicas do óleo essencial.

Dentre seus principais componentes temos o limoneno, cineol, miternal, espatulenol e óxido-cariofileno – lembrando que este óleo é muito complexo e por esta razão nenhum elemento assume um papel majoritário frente os  demais.

Reações adversas

Pode ser prejudicial para mulheres grávidas, podendo inclusive, provocar aborto.

7 formas de uso da Priprioca no Pará
  1. Evoca boas energias para a festa de São João
  2. Evoca boas energias para a entrada do  ano novo
  3. Possui efeitos analgésicos
  4. Possui Efeitos anti-bacterianos
  5. Auxilia no alívio de dores
  6. Baixa a febre
  7. Possui efeito antitérmico.

Outros usos caseiros da Priprioca

1. Vinagre aromático:

Era comercializado nas farmácias ou produzido de forma caseira e continha, além da priprioca, o vinagre, folhas de eucalipto e dentes de alho. Essa tintura banhava compressas geralmente aplicadas na testa contra dor de cabeça e no peito e costas do paciente, para atenuar a febre.

2. Decoração com a “palha” da priprioca:

No artesanato, o escapo floral  – que constitui a parte aérea da espécie – é reaproveitado pelo artesão Josué Meireles no acabamento de peças decorativas como vasos, cinzeiros e caixinhas de madeira

3. A raíz da Priprioca na culinária:

A raiz da priprioca é a parte que serve para a gastronomia. Dela, pode-se extrair um álcool ou um óleo. Combina com derivados do leite, carnes em geral, fígado e salame, mas ainda não é muito utilizada na indústria alimentícia.

 

Vamos  ficando por aqui.

Esperamos ter esclarecido e ajudado  a vocês conhecerem melhor a Priprioca.

Para nós  Quem se Ama, se Cuida. Quem se Cuida , se Informa.

Deixe seu comentário, sua observação e uma sugestão de pauta que você gostaria de ver na AmazôniaNutri.

 

Fontes:

Livro: Priprioca:Um recurso aromático do Pará

 

 

 

 

 

 

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