Índio não! Somos os Primeiros Povos cara pálida!

Índio brasileiro ou indígena? Qual a diferença? chamem como quiser. Mas um índio jamais chamará nem a si mesmo de índio. Eles se autodenominam Tupy, que significa “Tu” (som) e “py” (pé), ou seja, o som-de-pé.

Na realidade, o correto seria  chamá-los  de PRIMEIROS POVOS.

A palavra Índio tem origem na Índia e a palavra Indígena significa aquele que é nativo da terra onde vive.

Ambas não tem relação alguma com a etnia dos primeiros povos.

A própria História contada pelos europeus não esconde que eles  já estavam por aqui quando o Brasil foi REdescoberto.

Desde aquela época até os dias de hoje, muita coisa vem mudando.

Uma parte da etnia indígena vem se amalgamando aos costumes da sociedade branca e se descaracterizando.

Enquanto outra parte vem se conscientizando de que há dois caminhos que podem melhorar a convivência entre os cara pálidas e os pele vermelhas:

Buscar o conhecimento da cultura branca;

Conscientizar os brancos sobre a sabedoria ancestral indígena.

Esses dois movimentos já existem e acontecem graças à iniciativa de líderes indígenas brasileiros que fizeram e, ainda fazem, toda a diferença na História do Brasil. Somado a esse movimento existem muitas pessoas que, anonimamente, trabalham em projetos sérios que envolvem essa etnia.

Índio não, Somos os primeiros povos!

Três grandes indígenas brasileiros,  vêm recontando, resgatando e reconstruindo saberes que nunca nos falaram: a História de um Brasil indígena que poucos conhecem. Eles vêm operando mudanças de paradigmas profundas.

1 – Cacique Raoni Metuktiri 

Raoni Metuktire nasceu no estado brasileiro de Mato Grosso, em uma vila chamada Krajmopyjakare (que hoje se chama Kapôt). Ele é o filho do líder Umoro, do ramo dos caiapós – um povo nômade – conhecido como metuquitire. Sua infância foi marcada por muitas mudanças de endereço e por numerosas guerras tribais. Guiado por seu irmão Motibau, Raoni começou com a idade de quinze anos a instalar seu famoso disco de madeira pintado de forma cerimonial e portado sobre o lábio inferior.

2- Ailton Krenak 

Ailton Krenak nasceu em Minas Gerais e estudou em São Paulo. É jornalista, conferencista respeitado no meio de antropólogos,  sociólogos e comunicólogos. É descendente da etnia Krenak, conhecido como Botocudos. O líder teve participação fundamental na construção da Constituição de 1988, para  garantir os direitos fundamentais dos indígenas brasileiros.

3- Kaká Werá Jecupé

Kaká Werá Jecupé é conferencista, especialista em difusão de Valores Sagrados da Cultura e da Medicina Indígena do Brasil e professor de Cultura de Paz e Valores Humanos  pela UNIPAZ.  É  um  tapuia, ou txucarramãe (guerreiro sem arma), como ele prefere, e filho legítimo dos ancestrais habitantes das terras “descobertas” pelos portugueses.
Nasceu em 1964, na aldeia guarani Morro da Saudade, periferia sul de São Paulo. Estudou em escola pública, onde conheceu a história oficial do País, que jamais incluiu as culturas indígenas.

O redescobrimento do Brasil pelo Cacique Raoni

As primeiras  manifestações em favor dos indígenas brasileiros da Amazônia que  alcançaram proporções de engajamento mundial foram levantadas pelo figura do cacique Raoni. Ele se tornou o mais célebre representante dos diferentes povos indígenas da região do Xingu que  lutou e, ainda luta, para preservar sua cultura ancestral. Seu encontro com o cantor Sting detonou uma agenda internacional que despertou o interesse e a preocupação mundial com uma das áreas mais cobiçadas do planeta: a Amazônia.

Raoni ainda encontra-se regularmente com grandes líderes, mas continua vivendo em uma simples cabana  com poucos  bens materiais.

Os presentes a ele ofertados são sistematicamente redistribuídos à toda comunidade. A trajetória do Cacique Raoni construiu um caminho pelo qual os problemas enfrentados pelos indígenas tiveram voz internacional.

Vale a pena conhecer.

 Cacique Raoni – porta voz da Amazônia

Encontro com Villas-Boas  em 1954

Raoni e os caiapós encontraram, pela primeira vez, os homens brancos. Aprendeu a língua portuguesa com os Irmãos Villas-Bôas, famosos indigenistas brasileiros.

Encontro com rei da Bélgica em 1964

Encontrou-se com o rei Leopoldo III da Bélgica quando ele estava em expedição dentro das reservas indígenas protegidas do Mato Grosso.

 Lançamento do  filme Raoni em 1979

Em 23 de janeiro de 1979 , é lançado o filme documentário sobre Raoni com 1h 24min de duração. A direção é do Belga Jean-Pierre Dutilleux e de Luiz Carlos Saldanha. No elenco figuram Marlon Brando, Paulo Cesar Pereio e Jacques Perrin. Uma produção multicultural que juntou França, Bélgica e  Brasil. O filme foi indicado ao Oscar. O aumento do interesse dos meios de comunicação brasileiros pela questão ambiental fez, dele, um porta-voz natural da luta pela preservação da floresta amazônica.

Pronto para guerra pelas terras indígenas- 1984

Raoni apareceu em público armado e pintado para a guerra a fim de negociar com o ministro do interior, Mário Andreazza, a demarcação de sua reserva. Durante a reunião com o ministro, deu-lhe um puxão na orelha e lhe disse: _Aceito ser seu amigo. Mas você tem de ouvir índio.

Oposição à barragem de Belo Monte -1989

Raoni foi um dos mais ferozes opositores ao projeto da barragem de Kararaô conhecida como Belo Monte. As emissoras de televisão do mundo inteiro estavam presentes para recolher suas propostas em Altamira(PA) no momento de uma gigantesca assembleia de chefes que ficou registrada nos anais daquela cidade. O projeto de barragem foi finalmente abandonado. Infelizmente, depois retomado com pequenas alterações.

Fundos para criação do Parque Indígena do Xingú – 1989

A grande turnê que Raoni empreendeu com Sting em dezessete países de abril a junho de 1989 permitiu divulgar sua mensagem em escala planetária. Doze fundações Floresta Verde foram criadas no mundo com o objetivo de recolher fundos para ajudar na criação de um parque nacional na região do Rio Xingu, na Amazônia, com uma superfície de mais ou menos 180 000 quilômetros quadrados.
Uma trajetória de escândalos com desvio de verbas envolveram o cantor Sting , o jornalista e fotógrafo, e várias empresas. Depois disso o nome RAONI é patenteado pelos belgas.

Conscientização Mundial sobre a floresta amazônica-1989

A campanha acordou a consciência do grande público para a  necessidade de proteger a floresta amazônica e suas populações nativas. O presidente francês François Mitterrand foi o primeiro a apoiar a iniciativa de Raoni, no que foi seguido por Jacques Chirac, Juan Carlos – Espanha- , Carlos- Príncipe de Gales – e o Papa João Paulo II, dentre muitos outros.

Homologação do Parque Xingu : Mato Grosso e Pará -1993

O parque do Xingu foi homologado. Ficou situado nos estados do Mato Grosso e do Pará. Constitui, hoje, a maior reserva de florestas tropicais do planeta. Outro resultado concreto dessa primeira campanha internacional de Raoni foi o desbloqueamento, pelo Grupo dos Sete, de fundos para a demarcação das reservas indígenas brasileiras.

 Visitas pelo mundo – 2001 a 2007

Voltou à França em 2000, 2001 e 2003, recebendo o apoio de Jacques Chirac.

  Visitou aos esquimós da costa norte de Québec, no Canadá e o Japão entre  2001 a 2007

 

 Ailton Krenak: elo entre as culturas indígenas.

É jornalista, conferencista, escritor e ambientalista e um dos maiores defensores dos povos indígenas brasileiro. Um palestrante sempre presente em encontros e seminários que tenham alguma interface com as causas indígenas.

O filme: Ailton Krenak – O sonho da pedra.

O documentário “Ailton Krenak – o sonho da pedra”, dirigido Marco Altberg, foi exibido no Caixa Cultural de Recife.  Nele imagens e depoimentos de Krenak constroem a visão de diferentes culturas indígenas brasileiras e o esforço de sobrevivência de povos com línguas e costumes diferentes nas mais diferentes regiões do pais.

O livro : O lugar onde a terra descansa

O primeiro  livro a ser escrito por indígenas  com textos que revelam a linguagem indígena e seu olhar sobre o mundo. Sua peregrinação pelo Brasil e no mundo o tornou uma espécie de embaixador das culturas originais brasileiras. Ailton Krenak se transformou num elo entre a cultura indígena e o dito “mundo civilizado”.

Livro: Povos Indígenas do Brasil

O mais novo livro de Krenak foi lançado em São Paulo: Povos Indígenas no Brasil.

A história e trajetória dos povos indígenas brasileiros contada por quem fez a história.

Kaká Werá –  pacificador do povo branco


Ouviu dos sábios anciãos a memória viva dos ancestrais. Há quatro anos criou o Instituto Nova Tribo, célula de propagação das culturas indígenas. Resolveu romper o silêncio de cinco séculos e escrever a história vista pela ótica dos que habitavam o Novo Mundo há milhares de anos. Seguem alguns trechos da entrevista realizada pela revista Isto É.

Sobre Ser um escritor indígena:

Foi o estopim que o fez mergulhar em suas raízes. Passou a peregrinar por aldeias, seguindo a mitológica trilha empreendida pelos guaranis em busca da Terra sem Males. Trabalha atualmente no projeto Arapoti, um grande encontro tribal para a “pacificação do branco”.

Sobre a  realidade indígena:

Ainda hoje, em grandes áreas do País, não há diálogo. Tudo se resolve na base do tiro.

Os interesses que provocam essas ações continuam sendo os mesmos: interesses econômicos.

Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais, que estão praticando a biopirataria, roubando todo um conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm à respeito das ervas medicinais.

Sobre Ter e Ser:

Vivemos numa sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser. Para quem fundamenta a sua cultura no ter, a noção de progresso está em ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais.

Sobre a Sabedoria Indígena:

indigena uai uai
Pajé da tribo Wai Wai

A sabedoria é um patrimônio cultural. O brasileiro não conhece sua própria cultura cuja raíz está na etnia indígena. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado e não com um SER dotado de várias visões de preservação e harmonia.

Sobre progresso e riqueza:

“Eu ando pelas serras, florestas, cerrados. Não tem ninguém mais rico do que a gente.”Kaka Werá.

A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa, a sua expressão no mundo.

É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência, até para perceber que ela está em colapso.

Sobre a sociedade ocidental moderna:

Também já andei fora do Brasil. Falam de Nova York. Nunca vi lugar mais fúnebre!
Aquela coisa sempre escura, saindo fumaça debaixo do chão.
Se aquilo ali for modelo de civilização, realmente a gente está muito longe.
O homem não é filho daquela fumaça fúnebre que fica saindo pelos bueiros.”kaka Werá.

Sobre a escrita:

A escrita, considerada pelo ocidental, diz respeito a um tempo linear, presente, passado, futuro, a que a civilização está presa. A escrita que os povos indígenas deixaram é muito mais simbólica. Ela é inacessível a essa frequência que a civilização reconhece como escrita.

indigena pintando o corpo
Pintura corporal indígena

Essa escrita se manifesta no corpo, através das pinturas, nas cesteiras, nas cerâmicas.
Os povos indígenas deixaram essa qualidade de escrita que está afinada com a parte do ser humano que diz respeito ao seu Eu interior.

O livro: A terra dos mil povos

capa do livro indigena
livro: A terra dos mil povos

Traz à tona nossas nossas raízes ancestrais

O livro A terra dos mil povos foi escrito para que o brasileiro não indígena conheça a sabedoria dos nossos antepassados. Nele encontramos, de forma poética e extremamente brilhante, as bases da mitologia desenvolvida em nossas terras; a mitologia ancestral.

Há quem busque nossas raízes na Europa ou na África, mas em outros continentes não podemos encontrar nossas raízes.

É de grande valor a influência que outras culturas deixaram no Brasil, e devemos sim conhecê-las e respeitá-las, mas a raiz de um povo não pode estar senão em sua terra, na terra que o gera e o alimenta todos os dias; e é exatamente a sabedoria de nossa verdadeira raiz que encontramos na obra A terra dos mil povos.

O livro: O trovão e o vento

Traz a profecia que fala sobre a quarta humanidade e o retorno de Tupã no coração dos Homens.

O livro O trovão e o vento traz preciosos fundamentos da tradição espiritual dos ancestrais da tribo tupi-guarani que vivem na América do Sul.

Desde os últimos duzentos anos de peregrinação tupi-guarani, existe uma profecia que fala do retorno de Tupã no coração dos Homens, para iniciar ‘a quarta humanidade’. Kaká Werá.

Segundo essa antiga tradição, Tupã é um dos nomes do Grande Espírito, do Sagrado Mistério, da causa de toda emanação de vida.

É a Consciência Infinita, presente, mas adormecida em nossos corações e mentes, que precisa ser despertada.

A via para o caminho do homem sagrado.

Homem Sagrado

Existe uma via chamada ‘Apecatu Ava-porã’, que significa O Caminho do Homem Sagrado.

É um método de aprimoramento pessoal em que a natureza e suas forças apoiam o ser humano em seu alinhamento, despertar e integração da consciência a partir de músicas, meditações e sons apropriados.

Para isso, ‘há que se conhecer o Trovão e o Vento’, diziam os antigos mestres.

Nessa via, o Trovão representa o despertar da força interior.
O Vento representa o despertar da suavidade interior.

Para que a força e a suavidade do indivíduo floresçam, é necessário que ele conheça os princípios de Tupã, purificando sua consciência pela poesia direta que emana da natureza. Mas há que se abrir para ela!

A coisa está mudando!

Ouso informá-los que os dias são outros e os índios também. Alguns fatos vem tomando corpo e forma e eles já começaram a entender que tem que sair da aldeia, estudar e trabalhar para poder compreender o mundo dos brancos, cara pálidas e também para mostrar ao mundo a riqueza e a sabedoria da etnia indígena.

Acredite! eles  têm muito a nos ensinar.

Professora Indígena e consultora do Mec
Professora indígena e consultora do MEC
Crianças indígenas Kreô
Crianças indígenas kreô

O esforço realizado pelo município do Tocantins agregou professores indígenas da língua Kreô e professores brancos com domínio da  língua portuguesa. Essa ação trouxe resultados relevantes. Os professores indígenas conheceram melhor o português e puderam ensinar às crianças de sua tribo. A relação entres as crianças da comunidade indígena e dos bairros da cidade  melhorou. Algumas crianças voltaram a frequentar as salas de aulas porque houve a compreensão da língua indígena por parte dos  professores de português.

Educadores indígenas

Formatura de indigenas

Atualmente existem alguns jovens índios educadores engajados na recuperação de 22 idiomas indígenas que, além de falados, também são escritos e estão sendo ensinados às crianças.

Além disso, aconteceu  a formatura da Primeira turma universitária de indígenas na Universidade Federal de Santa Catarina.  Essa equipe se preparou para dar aulas sobre linguagens, humanidades e conhecimento ambiental indígena dirigido às crianças.

A primeira indígena a se formar em MEDICINA

Resultado de imagem para primeira indigena a se formar em medicina

 

Vinda de uma aldeia do Mato Grosso do Sul, Laura Feliciana Paulo, de 24 anos, é a quinta indígena a se formar na Universidade Federal de Santa Maria , no Rio Grande do Sul, por meio do programa de cotas. “Aí você vê tudo que passou e vê o desfecho que é a colação, é muito emocionante”, disse a estudante, que usou um cocar durante a formatura.

Banda de Rock Indígena???_  sim, cara pálida!

índio tocando guitarra
Índio tocando guitarra

Arandu Arakuaa – em tupi-guarani significa: “saber dos ciclos dos céus” ou “sabedoria do cosmos”. Esse é o nome da banda que teve início em abril de 2008 quando Zândhio Aquino começou a compor músicas com letras em Tupi Antigo.

A banda mescla vertentes do rock pesado à música indígena e regional brasileira, com letras nos idiomas indígenas Tupi, Xerente e Xavante, inspiradas nas lendas, ritos e lutas dos Povos Indígenas do Brasil. Desta maneira, buscando contribuir para a divulgação e valorização de suas manifestações culturais, subestimadas durante os séculos.

O livro da Cura: o livro mais lido do mercado

Escrito pelos pajés Huni Kuin do rio Jordão em parceria com o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, conquistou o terceiro lugar na categoria Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática no 57º Prêmio Jabuti, considerado o mais importante prêmio do mercado editorial brasileiro. Mais uma pérola de revelação.

13 milhões para a sustentabilidade da Amazônia

O fundo foi criado em 2008, com o objetivo de captar doações para investimentos não reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas do bioma Amazônia.

Mulheres indígenas empreendedoras

O artesanato é forte fonte de renda para as mulheres da etnias ribeirinhas. Existem associações especializadas em manter a coleta do material dentro dos princípios da natureza. Nem uma pena, semente ou folha é retirada da natureza. Tudo é colhido de forma natural. Leia mais em nosso post sobre Artesanato sustentável da Amazônia.

Rádio Yandê

casal de indios Em entrevista à BBC Brasil, o publicitário Danilson, co-fundador da Rádio Yandê do Rio de janeiro diz que os estudos do IBGE ajudam a combater a falta de conhecimento sobre os povos indígenas no Brasil.
Muitos brasileiros ainda questionam por que ele se considera indígena mesmo falando português ou usando o computador em seu trabalho.
“Respondo que cultura não é algo estático, que ela vai se adaptando com o tempo. E pergunto a eles por que não vestem as mesmas roupas usadas pelos portugueses em 1500, por que não falam aquele mesmo português e por que não usam computadores de 1995.”

 Amazônia teve cidades com até 8 milhões de índios

Atualmente a pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre os povos indígenas brasileiros, baseado no Censo de 2010 e lançado em 2016 informou que ainda existem no Brasil:

900 mil índios , 305 etnias e 274 línguas divididos pelas regiões:
Norte (37,4%),
Nordeste (25,5%),
Centro-Oeste (16%),
Sudeste (12%)
Sul (9,2%).

Retomada dos territórios Indígenas

Nas últimas décadas, intensificaram-se no país as “retomadas dos territórios indígenas”. No Nordeste e em Mato Grosso do Sul, muitos índios ainda aguardam a regularização das áreas, em processos conflituosos e contestados judicialmente.
Graças a esse movimento, 57,7% dos índios brasileiros vivem em suas próprias terras indígenas.
Mesmo assim, muitos jovens indígenas se deslocam para São Paulo. São mais numerosos do que as populações de indígenas do Pará ou Maranhão.

Todos os dias serão dias com Índios

No dia em que o Brasil comemora o dia do índio teremos  reportagens no meios de comunicação de massas, atividades nas escolas, eventos, filmes , encontros, seminários focados sobre a figura do índio.

Será impossível esquecê-los. Mas é só nesse dia. Nos demais dias do ano o índio volta a morar nas nossas lembranças como figuras lendárias que vivem em matas e florestas, semi-nús, caçando, pescando, dançando para o sol, para a chuva, para a lua e para as estrelas.

Mas eles estão mostrando que um dia todos os dias serão dias de índio.

Vamos ficando por aqui.

Esperamos ter contribuído para ampliar e conscientizar sobre os primeiros povos do Brasil.

Para nós quem se ama se cuida , quem se cuida se informa.

Compartilhe e comente! Você estará ajudando a conscientizar mais pessoas.

Até a próxima.

Fontes:
http://istoe.com.br/
http://kakawera.blogspot.com.br/
http://indiosdobrasilsomostodosirmaos.blogspot.com.br/

Conexão Lusófona

Arte Indígena


http://www.aranduarakuaa.tnb.art.br/http://g1.globo.com/rs

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